quarta-feira, 16 de julho de 2008

Xenobióticos: substâncias indesejáveis

Chamamos de XENOBIÓTICOS substâncias estranhas a um organismo (do grego: xeno= estranho; biótico: à vida). Podem ser encontradas em um organismo, mas não são normalmente produzidos ou esperados existir no mesmo. Substâncias orgânicas também podem se tornar xenobióticos se estiverem em excesso.

Podemos considerar como xenobiótico qualquer substância poluente presente no ar que respiramos, na água, os medicamentos em geral, hormônios sintéticos, etc.

Xenobióticos podem também ser adicionados propositalmente aos alimentos com algum objetivo, como os corantes e conservantes ou ser incorporadas “por acaso”, como toxinas de embalagens plásticas, causando, nos dois casos, diversos males à saúde.

Essas substâncias tornam-se tóxicas quando entram em contato com o organismo, modificando funções, bloqueando reações e causando inúmeras complicações até serem eliminadas. Algumas delas nem são totalmente eliminadas e, por serem lipossolúveis, se alojam no tecido adiposo (reserva de gordura), interferindo no metabolismo, no sistema nervoso e circulatório e causando, inclusive resistência à perda de peso.

A remoção dos xenobióticos é feita principalmente através da destoxificação realizada pelo fígado, que transforma as toxinas, substâncias lipossolúveis, em hidrossolúveis para que então possam ser eliminadas pela urina, fezes, respiração e suor. Porém, esta função pode ser prejudicada pelo próprio excesso de toxinas e pela ausência de uma alimentação adequada que forneça os nutrientes necessários à destoxificação.

Na verdade, o ideal seria que pudéssemos ingerir só alimentos 100% naturais, sem agrotóxicos, resíduos químicos e outras substâncias artificiais. Porém, nos dias de hoje, quando quase tudo que se encontra para consumir foi modificado de alguma forma pela indústria, não temos tanto controle sobre o que estamos ingerindo.

Dicas para reduzir a ingestão de xenobióticos:

  • evitar ao máximo consumir produtos com aditivos, principalmente os corantes, conservantes e adoçantes artificiais, através da leitura dos ingredientes nos rótulos;
  • evite guardar alimentos gordurosos em potes de plástico, não esquentar potes de plástico no microondas e evitar tomar bebidas quentes em copinhos de plástico;
  • prefira bebidas ácidas (sucos, cerveja e refrigerantes) armazenadas garrafas de vidro, já que o ácido libera alumínio mais facilmente, e não envolva frutas ácidas (limão, abacaxi, laranja) no papel alumínio;
  • consuma sempre que possível alimentos orgânicos para reduzir a exposição do organismo aos agrotóxicos;
  • Lembre-se sempre de que uma alimentação rica em verduras, frutas e água ajuda a eliminar resíduos tóxicos do organismo.


    Alguns dos xenobióticos presentes em alimentos:

    - Agrotóxicos e adubos químicos: Verduras, legumes, frutas e grãos não orgânicos;

    - Antibióticos e hormônios: Carne vermelha, frango e, conseqüentemente, ovos, leite e derivados. A água filtrada (não mineral) também pode conter resíduos de medicamentos e hormônios.

    - Corantes e conservantes artificiais: Presentes na maioria dos produtos industrializados;

    - Adoçantes (edulcorantes) artificiais: Presentes na maioria dos produtos light/ diet como sucos, refrigerantes, balas, iogurtes, pães, etc. Ex: Aspartame, Ciclamato, Sacarina e Acesulfame – K;

    - Aditivos do plástico: Presentes em embalagens de plástico, rolo de PVC utilizado para cobrir alimentos e em alguns peixes. Têm maior afinidade por gordura, migrando para alimentos como queijos, manteiga e molhos cremosos. Aquecido ou congelado o plástico também libera as substâncias tóxicas. Pode estar presente em qualquer alimento industrializado e também na água tratada.

    - Metais tóxicos (pesados):

    Chumbo: presente na poluição, fumaça de carros, tinta de cabelo, batons, enlatados, agrotóxicos, pasta de dente, cigarro, etc.
    Alumínio: panelas, latas e papel de alumínio, medicamentos como os antiácidos, desodorantes, sulfato de alumínio usado para o tratamento da água, aditivos usados na farinha branca e sal refinado.
    Cádmio: pesticidas, mariscos, farinha branca, cigarro, aditivos, laticínios e carne.
    Mercúrio: Alguns peixes, amálgama dentário utilizado em obturações, methiolate.

2 comentários:

João Marques disse...

Bom dia Vanessa, excelente artigo.
Recomendo-lhe a si e aos seus leitores a leitura do livro “CEM ANOS de MENTIRA – Como proteger-se dos produtos químicos que estão destruindo a nossa saúde” de Randall Fitzgerald.
Conseguir visualizar no tempo (desde o inicio do século XX) o que se está acontecendo com a nossa saúde e o porquê disso, fará com certeza, muitos de nós darmos um pouco mais de atenção ao nosso atual estilo de vida (e ao dos nossos filhos, netos,.....).

Abraços SAUDAVEIS

João Marques
joao@difusaoconsultoria.com.br
Celular: 41- 9998-7334

Mariana disse...

Essas substancias se podem achar quando um quer pedir comida em qualquer lugar que não conhece? Porque eu sempre ligo e até agora não tive nenhum problema, mas não quero ingressar nutrientes não desejados no meu organismo.